Além da Passarela: Como o Conceito de “Modelo” Se Manifesta em Nossas Vidas e Notícias
Ao ouvir a palavra “modelo”, a mente rapidamente conjura imagens de passarela, glamour, beleza estonteante e uma busca incessante por um ideal de perfeição. Figuras como JP Mantovani, com sua presença marcante no universo da moda e das redes sociais, são exemplos vivos dessa percepção inicial – homens e mulheres que, em sua essência, são “modelos” de um padrão estético e aspiracional.

No entanto, a beleza dessa palavra reside em sua polivalência. “Modelo” vai muito além das capas de revista, desdobrando-se em significados complexos: um exemplo a ser seguido (ou evitado), um padrão a ser quebrado, um esquema de funcionamento, uma representação em miniatura de algo maior, ou até mesmo um ideal que nos guia. As notícias recentes nos convidam a refletir sobre esses múltiplos “modelos” que moldam nossa sociedade, desde as tragédias que tocam vidas individuais e lutos públicos, até as decisões políticas que afetam milhões e as forças implacáveis da natureza. Neste post, embarcaremos em uma jornada por eventos atuais para desvendar as diversas facetas do conceito de “modelo” em nosso cotidiano.

O “Modelo” como Pessoa: Legado, Tragédia e a Fragilidade da Vida
No início de setembro, o Brasil foi abalado pela notícia da perda de JP Mantovani. Sua figura, sinônimo de beleza e aspiração, encarnava o “modelo” na sua acepção mais clássica: um profissional que emprestava seu rosto e corpo para representar marcas e ideias. Mais do que isso, como influencer, ele se tornou um “modelo” de estilo de vida, de carisma e de engajamento digital para milhares de seguidores.

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A tragédia do acidente de moto que ceifou sua vida repentinamente expôs a fragilidade de todo “modelo” de existência. A dor da esposa, Lí Martins, expressa em suas redes sociais, tornou-se um *modelo* comovente de luto público, ressoando com muitos que já enfrentaram perdas semelhantes. Suas palavras, permeadas de amor e desespero, ilustram como a vida de um “modelo”, seja ele profissional ou apenas uma pessoa querida, pode inspirar e como sua ausência marca profundamente. JP não era apenas um modelo de passarela; ele era um “modelo” de marido, de amigo, de pessoa ativa e apaixonada, cuja vida, agora encerrada, se tornou um exemplo da efemeridade da existência e do impacto duradouro que uma pessoa pode ter. Sua partida nos força a refletir sobre os “modelos” de vida que cultivamos e sobre a importância de valorizar cada momento.
“Modelos” Políticos em Debate: Paradigmas de Justiça e Impunidade
Saindo do plano individual para o coletivo, a arena política brasileira tem sido palco de debates acalorados sobre “modelos” de legislação e de conduta. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Anistia Eleitoral, apelidada de “PEC da Blindagem”, se apresentou como um “modelo” de legislação cujo objetivo era perdoar irregularidades em campanhas eleitorais, como o não cumprimento de cotas de gênero e raça ou problemas financeiros. Este “modelo” de autoindulto gerou uma onda de indignação.
Em resposta, observamos um “modelo” de resistência cívica notável: manifestações e protestos em 27 capitais brasileiras. A mobilização popular se ergueu contra o que foi amplamente percebido como um “modelo” de impunidade, uma tentativa de proteger políticos de suas próprias falhas, minando a integridade do processo democrático.
O debate se intensificou quando a Câmara dos Deputados articulou a aprovação de um “modelo” de anistia ainda mais abrangente. A inclusão de “jabutis” – emendas estranhas ao texto original – propunha perdoar crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro, a disseminação de fake news e o abuso de poder econômico, entre outros. A figura de Paulinho da Força como relator da proposta simbolizava um “modelo” de manobra legislativa, onde interesses particulares frequentemente se sobrepõem ao interesse público.
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A tensão entre governo e oposição, e o papel crucial de Arthur Lira como fiel da balança, ilustram um “modelo” complexo de negociação de poder, onde alianças se formam e se desfazem em busca de objetivos específicos. Neste cenário, discute-se não apenas “modelos” de leis, mas “modelos” de comportamento político (a busca por anistia, as manobras), e “modelos” de participação cidadã (os protestos). A grande preocupação é a erosão de “modelos” democráticos de justiça e representatividade, onde a impunidade pode se tornar um “modelo” aceitável, comprometendo o futuro da nossa sociedade.
“Modelos” de Forças Sistêmicas: Natureza e Diplomacia Global
Além das esferas humana e política, o conceito de “modelo” também se manifesta em forças sistêmicas, como a natureza e a diplomacia internacional.
No Rio Grande do Sul, a natureza revelou seu poder avassalador. O impacto de um ciclone extratropical deixou um rastro de destruição e luto, caracterizando-se como um “modelo” de evento climático extremo. As previsões de um novo ciclone na sequência não apenas mostram um “modelo” ou padrão de fenômenos meteorológicos que se intensificam, mas também destacam a crucialidade dos “modelos” de previsão. Estes “modelos” meteorológicos, baseados em dados e algoritmos complexos, são ferramentas essenciais para a Defesa Civil, que por sua vez, opera sob “modelos” de resposta e alerta, buscando mitigar os impactos e salvar vidas diante de padrões climáticos cada vez mais imprevisíveis. A compreensão desses “modelos” naturais e dos “modelos” de ação é vital para a resiliência de comunidades vulneráveis.
No palco da diplomacia global, o Brasil reafirmou seu “modelo” de engajamento multilateral com a viagem do Presidente Lula e uma comitiva robusta para a 80ª Assembleia Geral da ONU. A presença de seis ministros junto ao presidente não foi apenas uma demonstração de força, mas um “modelo” de representatividade e seriedade da delegação brasileira. A participação ativa do Brasil na ONU, com discursos e encontros estratégicos, representa um “modelo” de diplomacia internacional e a afirmação de seu posicionamento em questões globais cruciais, como meio ambiente, desenvolvimento sustentável e justiça social. É um “modelo” de como uma nação busca projetar sua influência e contribuir para a ordem mundial.
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Conclusão
Através dos exemplos de JP Mantovani, da PEC da Anistia, dos ciclones no Sul e da presença brasileira na ONU, percebemos que o conceito de “modelo” permeia a nossa realidade em múltiplas dimensões – da vida pessoal à política, da natureza implacável à intrincada esfera global. Os “modelos” nos ajudam a entender o mundo, seja para admirar uma trajetória, para resistir a uma injustiça, para prever um fenômeno natural ou para agir no palco internacional.
A compreensão desses diversos “modelos” é fundamental para interpretar os eventos ao nosso redor e para refletir sobre os caminhos que nossa sociedade está tomando. O “modelo” de hoje pode ser o padrão de amanhã, e cabe a nós, como cidadãos conscientes, decidir quais “modelos” queremos perpetuar, quais precisamos transformar e quais devemos, com coragem, desafiar.
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Qual desses “modelos” você considera mais impactante em sua vida? Deixe seu comentário e compartilhe sua perspectiva sobre como o conceito de “modelo” se manifesta em outras áreas da nossa sociedade!

