A Complexidade do “Modelo”: Pessoas, Políticas e Padrões de um Mundo em Mutação
O que vem à mente quando pensamos na palavra “modelo”? Uma pessoa desfilando na passarela? Um protótipo de um novo produto? Um padrão matemático? Ou talvez um exemplo a ser seguido? A riqueza e a multiplicidade do termo “modelo” são fascinantes, pois ele se manifesta de inúmeras formas em nossas vidas, moldando percepções, comportamentos e até mesmo o curso da história.

Recentemente, no Brasil e no mundo, a palavra “modelo” reverberou em diferentes esferas da nossa sociedade, desde a tragédia que atingiu uma figura pública, passando por discussões acaloradas sobre ética política, até a urgência imposta pelos desafios climáticos. Este post explorará as diversas facetas do “modelo” através de acontecimentos recentes, mostrando como o termo pode se referir a indivíduos inspiradores, a padrões de comportamento e sistemas de governança, e até mesmo a fenômenos naturais, e como todos eles, de maneiras distintas, moldam nossa realidade e exigem nossa atenção.

Modelos Humanos: O Legado e a Vulnerabilidade
#### O Adeus a um Ícone e a Fragilidade da Vida

No dia 18 de agosto de 2024, o Brasil foi abalado pela notícia da morte trágica de JP Mantovani, uma figura que, para muitos, representava um “modelo” de estilo de vida aspiracional. João Paulo Diniz Mantovani, conhecido como JP, não era apenas um modelo profissional, mas também um influenciador digital com milhões de seguidores, um ex-participante de reality shows de sucesso como “A Fazenda 8” e “Power Couple Brasil”, e um empresário bem-sucedido. Sua presença carismática nas redes sociais, que compartilhava sua rotina de treinos, vida saudável e momentos em família, o tornou uma referência para muitos que buscavam inspiração.
Aos 36 anos, JP Mantovani foi vítima de um acidente fatal de moto na Marginal Pinheiros, em São Paulo, ao colidir com um carro imobilizado. A constatação da morte no local e as circunstâncias do acidente – ele voltava de uma aula de boxe, um símbolo de sua dedicação à saúde e bem-estar – adicionaram uma camada de choque e incredulidade à tragédia.
O legado de JP Mantovani, no entanto, transcende sua imagem pública. Ele era um pai e marido amado, deixando a esposa, a cantora Li Martins, e a filha de 6 anos, Antonella. A homenagem emocionante de Li Martins, que descreveu JP como “o anjo das nossas vidas”, ressaltou a dimensão pessoal de sua perda. Para sua família e amigos, ele era um “modelo” de amor, dedicação e alegria.
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Conexão “Modelo”: Figuras públicas como JP Mantovani são, de fato, “modelos” de aspiração e influência. Eles representam ideais de beleza, sucesso e estilo de vida que muitos almejam. Sua partida trágica nos lembra da efemeridade da vida e da vulnerabilidade inerente a todos os “modelos” humanos. A história de JP Mantovani nos confronta com a fragilidade da existência, ressaltando a importância do legado que deixamos, não apenas como figuras públicas, mas como seres humanos em suas relações mais íntimas.
Modelos de Governança e Ética em Confronto: As Propostas de Anistia
#### O “Modelo” de Justiça em Xeque: Anistia para Crimes Eleitorais e Atos Antidemocráticos
A palavra “modelo” também se aplica aos sistemas e padrões pelos quais uma sociedade decide ser governada, especialmente no que tange à justiça e à ética política. Recentemente, o Brasil viu-se diante de propostas legislativas que desafiam o “modelo” de transparência e responsabilização pelo qual a democracia brasileira tem lutado.
A “PEC da Blindagem” (ou da Anistia Eleitoral): Uma das propostas mais polêmicas foi a tentativa de aprovar uma emenda constitucional que perdoaria crimes eleitorais – como caixa 2, irregularidades em redes sociais e financiamento de campanha – cometidos até 2022. Essa medida gerou uma onda de controvérsia e rejeição massiva. Protestos foram organizados em 27 capitais por partidos de esquerda, centrais sindicais e movimentos sociais, contando com a participação de artistas que amplificaram a mensagem de indignação. O argumento central dos críticos era claro: a “PEC da Blindagem” representava uma “autoanistia”, um “modelo” de impunidade que feriria a moralidade pública e minaria os avanços na luta contra a corrupção eleitoral. Instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também se posicionaram veementemente contra a proposta, reforçando a rejeição social e institucional.
Conexão “Modelo”: Esta PEC desafia frontalmente o “modelo” de transparência, igualdade eleitoral e combate à corrupção que se busca estabelecer na política brasileira. Ao tentar apagar irregularidades passadas, ela propõe um “modelo” de leniência que poderia deslegitimar o sistema eleitoral e corroer a confiança dos cidadãos nas instituições.
A Anistia para os Atos de 8 de Janeiro: Em paralelo, articuladores da oposição, ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, buscaram a anistia ampla para os envolvidos e financiadores dos atos de 8 de janeiro, que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. A manobra legislativa consistiu na tentativa de incluir essa anistia como adendo a um projeto de lei já em tramitação, como a Lei de Abuso de Autoridade, visando acelerar sua aprovação. Essas ações geraram um alerta governista e expuseram desconfianças internas, inclusive dentro do próprio PL em relação ao Centrão, sobre as reais intenções e o papel de Bolsonaro nessa articulação.
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Conexão “Modelo”: Neste contexto, a disputa se dá entre o “modelo” de responsabilização por atos antidemocráticos – essencial para a preservação da ordem jurídica e da democracia – e um “modelo” de conciliação política (ou blindagem), que, sob o pretexto de “pacificação”, poderia legitimar ações que atentam contra o Estado Democrático de Direito. As implicações para a justiça e a estabilidade democrática são profundas, definindo o “modelo” de como o país lidará com desafios à sua soberania e instituições.
Modelos de Crises e a Busca por Soluções Globais
#### Resiliência Climática e o “Modelo” da Diplomacia Brasileira
Finalmente, a palavra “modelo” é crucial para entendermos fenômenos naturais e as abordagens que a humanidade adota para enfrentá-los. Os padrões climáticos, por exemplo, representam “modelos” de comportamento que o planeta tem exibido, mas que as ações humanas têm alterado drasticamente.
O Ciclone Extratropical no Rio Grande do Sul: O Rio Grande do Sul foi novamente palco de um ciclone extratropical devastador. Chuvas intensas, granizo e ventos de até 70 km/h causaram alagamentos generalizados, estragos em infraestruturas e interrupções de energia. Centenas de pessoas ficaram desalojadas ou desabrigadas, rodovias foram bloqueadas e a economia local sofreu um duro golpe.
Conexão “Modelo”: Este ciclone não é um evento isolado, mas representa um “modelo” recorrente de eventos climáticos extremos, cuja frequência e intensidade têm aumentado devido às mudanças climáticas. Ele evidencia a necessidade urgente de novos “modelos” de adaptação, prevenção e resiliência. As comunidades precisam de “modelos” de construção mais seguros, de sistemas de alerta eficazes e de planejamento urbano que considere os riscos crescentes.
O Brasil na ONU: Um “Modelo” de Protagonismo Diplomático: Em meio a essas crises globais – ambientais, sociais e políticas –, o Brasil tem buscado reafirmar seu papel como um “modelo” de protagonismo diplomático. Recentemente, o Presidente Lula e sua comitiva participaram da 80ª Assembleia Geral da ONU em Nova York. Lula, como primeiro chefe de estado a discursar, utilizou a plataforma para abordar temas cruciais como a desigualdade global, a fome, a urgência da agenda climática e a busca pela paz.
Conexão “Modelo”: A participação do Brasil na ONU busca reafirmar um “modelo” de engajamento multilateral e de defesa de uma governança global mais equitativa. Ao propor soluções para desafios complexos e ao reforçar seu compromisso com a cooperação internacional, o Brasil busca servir como “modelo” para a busca de soluções para problemas globais, como a crise climática e a manutenção da paz mundial. A diplomacia brasileira, nesse sentido, apresenta um “modelo” de como uma nação pode atuar ativamente na construção de um futuro mais justo e sustentável.
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Conclusão
A palavra “modelo” transcende simples definições, manifestando-se em pessoas que inspiram, em estruturas políticas que nos governam, em padrões climáticos que nos afetam e em abordagens diplomáticas que buscam a paz. Os eventos recentes – desde a perda de um ícone humano até as batalhas por um “modelo” de justiça e as respostas a “modelos” climáticos devastadores – ilustram vividamente a complexidade e o impacto dos diferentes “modelos” que coexistem e interagem em nosso mundo.
Compreender esses “modelos”— sejam eles pessoais, políticos, éticos ou naturais — é fundamental para navegar e influenciar a realidade que nos cerca. Eles nos convidam a questionar os padrões estabelecidos, a aprender com as experiências do passado e a construir um futuro mais consciente, resiliente e justo. Qual “modelo” de mundo você quer ajudar a criar?
Qual o seu “Modelo”?
Qual desses “modelos” você considera mais impactante em sua vida e por quê?
Deixe sua opinião nos comentários: Qual o “modelo” de sociedade que você sonha em construir ou preservar?
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